sábado, 24 de novembro de 2007

Código dos Indígenas Americanos

[Extraído do Livro de Robert Wong: "O Sucesso está no Eqüilíbrio " ]

1- Levante com o Sol para orar. Ore sozinho. Ore com freqüência. O Grande Espírito o escutará se você, ao menos, falar.

2- Seja tolerante com aqueles que estão perdidos no caminho. A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza originam-se de uma alma perdida. Ore para que eles encontrem o caminho do Grande Espírito .

3- Procure conhecer-se, por si próprio. Não permita que outros façam seu caminho por você. É sua estrada e somente sua. Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você.

4- Trate os convidados em seu lar com muita consideração. Sirva-os o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.

5-Não tome o que não é seu. Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza ou da cultura. Se não foi ganho nem foi dado, não é seu .

6- Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra. Sejam elas pessoas, plantas ou animais.

7- Respeite os pensamentos, os desejos e as palavras das pessoas. Nunca interrompa os outros nem ridicularize, nem rudemente os imite. Permita a cada pessoa o direito de expressão pessoal.

8- Nunca fale dos outros de uma maneira má. A energia negativa que você coloca para fora, no Universo, voltará multiplicada a você.

9- Todos as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados.

10- Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito. Pratique o otimismo.

11- A Natureza não é para nós, ela é parte de nós. Toda a natureza faz parte da nossa família Terrena.

12- As crianças são as sementes do nosso futuro. Plante amor nos seus corações e ágüe com sabedoria e lição de vida. Quando estiverem crescendo, dê-lhes espaço para que cresçam.

13- Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor causada a outros, retornará a você.

14- Seja sincero e verdadeiro em todas as situações. A honestidade é o grande teste para a nossa herança do Universo.

15- Mantenha-se equilibrado.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O poder terapêutico do abraço

[De Jerome Liss e Meurizio Stupiggia, do livro "A Terapia Biossistêmica"]

Se considerarmos o abraço como uma forma universal de obtenção de contato profundo, físico e afetivo, poderemos usá-lo como um dos possíveis instrumentos de terapia. O gesto de alargar os braços é sinal universal de paz e fraternidade; é um gesto ligado à idéia do abrir-se, à sensação de ficar em contato mais íntimo com o próximo e de estar em disponibilidade para acolhê-lo.
Podemos pensar que tinha esse valor porque o primeiro movimento da criança que chora e se dirige à mãe é o de levantar os braços para ser tomado ao colo e, no abraço, têm fim tanto seu protesto quanto seu desespero pela ausência ou afastamento dela. Podemos nos lembrar também de que, abrindo os braços, sentimos uma sensação de liberação, um endireitamento da espinha dorsal, a possibilidade de que a cabeça e olhos se mantenham sustentados e sem tensões, certa expansão da respiração no ventre e no tórax. Se tudo isso ainda vem acompanhado de um contato caloroso, muscular e epidermicamente gratificante, podemos entender como esse gesto é fonte de felicidade e consegue fazer brilhar os olhos.