"Não sou ateu. Quem quer deduzir isso das minhas teorias científicas não fez por entendê-las.
Creio pessoalmente em Deus e nunca em minha vida cedi a ideologia atéia. Não há oposição entre Ciência e Religião. O que há são cientistas atrasados, com idéias que não evoluíram, com o passar do tempo. Vejo na experiência cósmica uma religião nobre, uma fonte científica para profundas pesquisas. Procuro entender cada estrela contida nesse imenso Universo, que não é material. Quem assim não procede, sentindo essa estranha sensação de querer levitar no infinito, realmente não sabe viver, porque está morto, diante de tanta beleza divina.
Há muitas formas de o ser humano crer em Deus. Há, para muitos, o Deus jurídico, legislador, agente policial da moralidade, que, através do medo, estabelece essa distância da verdadeira crença. Há o Deus dos clérigos, que ameaçam, que querem fazer mistérios das verdades das
Leis de Deus, através de fórmulas milagrosas. Querem se tornar deuses, pelo orgulho em querer ocupar um lugar que não lhes pertence. E há o Deus que se revela através do orgulho do próprio homem, onde sopesa (suspende com a mão) a manifestação da consciência.
Mas acredito em Deus de Spinoza (Baruch Spinoza - filósofo nascido em 1632, em Amsterdã, Holanda), que revela a harmonia em tudo o que existe. Não acredito, porém, que Deus se preocupe pela sorte das ações cometidas pelos homens. Essa é a minha religião e o Deus em quem creio".
Albert Einstein
Trecho extraído do artigo "O Deus de Einstein", de Osvaldo Shimoda:
http://bit.ly/eqwhAz
Osho tem uma obra dedicada a esse mesmo tema - com ênfase no questionamento da "religião" - entitulada "O livro da sua vida". Nela, ele incentiva o questionamento de tudo o que é aprendido sobre a vida, as crenças sociais e religiosas, que são propagadas de geração em geração, limitando a liberdade e a expressão da livre vontade.
A liberdade de ser, independente de dogmas impostos, permite que se vivencie uma experiência mais rica como Zorba, o grego - que desfrutava dos prazeres da vida "mundana" acima de todas as coisas; e como Gautama, o Buda - que estava desperto para a realidade da vida espiritual, consciente de seu verdadeiro "eu" e de sua evolução.
Livre de dogmas, de medos e consciente de si, o novo homem torna-se inteiro, torna-se "Zorba, o Buda" - aquele que cria o seu próprio caminho.